domingo, 23 de novembro de 2014

Depois de fechar a porta (Não se afobe)


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Minha boca combina com a sua, se encaixa perfeitamente, precisa com urgência, mas não se afoga ou mesmo se afoba. Precisa sem pressa - com licença, Chico – um beijo que espera milênios, milênios, milênios, uma boca perdida neste desejo... Nada é pra já, mas minha boca combina com a sua, se encaixa na sua, tem urgência, e mergulha sem a necessidade de escafandro ou de outrem que nos una, porque elas simplesmente se aproximam e fim, enfim sem cartas e fugindo de qualquer silêncio, gritando em sussurros por qualquer fresta que encontre. Desculpe Chico, ainda que o planeta torne-se água não precisarei de mergulhadores, sábios, poetas. Um beijo não se fragmenta e minha única necessidade é da sua boca, num beijo como aquele, depois que a porta se fechou e dissemos “oi” um ao outro.  

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