quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Aqui e agora

Sonhei e vivi um sonho, quase um delírio que de repente foi realidade. A mais nua e crua realidade que dilacerou a minha vida, me partiu ao meio, rasgou meu coração, fez com que eu me perdesse de mim. E a dor foi tanta que quis viver num outro sonho inventado. E vivi... Precisei ser resgatada pela mão da minha mãe, voltei a ser criança pra conseguir perdoar meu pai. Conheci tantas loucuras e em meio a elas aprendi que o melhor é viver. Bem aqui. Sem balanços. Sem bonecas. Sem as cores que criei apenas para um alívio imediato. Renasci. Reconstruí. Refiz. A vida vai ser melhor porque hoje sou melhor. A vida é aqui e agora...

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Minha euforia

Não quero nada que me retire a euforia necessária, sob medida com o poder da criação, para que eu esteja sempre à merce de mim mesma... Minha mente é única. Unicamente.

Agradando-me de mim



Não me importa se você não gosta dos meus cabelos unhas piercing tatuagem brincos trajes. Não importa se meu agrado não lhe agrada. Não me importa mais porque o agrado não traz amor. Cansei de você me dizendo se estou assim demais ou assim de menos. Deixa que eu esteja como estou, porque o é o que sou. E eu me agrado.

Ser feliz

"Então.... a regra é: se respeitar, buscar respeitar os outros, 
não fazer mal a ninguém...e se sentir bem" Fer Marmé

sábado, 20 de dezembro de 2014

Só queria

Eu só queria estar apaixonada...
Apenas uma emoção a mais.
Uma euforia.
Qualquer coisa que me tirasse da mesmice desta melancolia...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Saudades do que não fui - Carta aberta a Giovanna Meira

Gostaria de ser exemplo para você, mas provavelmente o tempo, o vento que nos cerca, qualquer mentira ou verdade, seus pais, os meus, nossos tios, não permitiriam. Você é uma das pessoas mais extraordinárias que conheço. Tenho inveja de quem realmente tem incidência na sua alma, menina. Você me dá saudades do que não fui. Sua vivacidade e espontaneidade são invejáveis. Isto sim é brilho. E você, menina, tem brilho nos olhos, aqueles mesmos que são as janelas da alma. E o que lhe torna particularmente adorável é essa bagunça toda na sua gaveta, na bolsa do Bolshoi, na cama, na sala, na cozinha, por onde você passa. Você deixa um rastro. É não se importar com o rabo de cabelo de lado, com a meia desfiada do balé, ou de ir de chinelo na aula de inglês. É o saborear todos os sapatos e bolsas e vestidos que você ainda não tem. Eu realmente queria ser você. Assim, descompassada e displicente. Com sorriso imenso pra tudo, explosões momentâneas, loucamente disciplinada. Você é a hora que quer. A fala de todos, contadora de histórias. Nunca deixem que toquem na sua delicada ingenuidade, criança, porque isso sim dói. Não espere que lhe compreendam. Corra atrás dos seus sonhos. Voe alto. Desobedeça o mundo, mas faça-me o favor de ser feliz.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

E daí?


Ei! E daí que você me faz bem mesmo assim, de tão longe? Há coisas que nos aproximam. E não é foto de eu pensar que talvez, em uma outra encarnação, tenhamos sido irmão, primos, amigos, soldados de um mesmo batalhão, pierrot e colombina (mas este é meu lado drummoniano falando)... Tem algo que nos une e são as afinidades e o respeito. E daí? Que problema há se eu te admiro? Admiro quem é e o bem que me faz saber de alguém assim, pra mim tão perto. Porque as palavras se completam, o desejo de se galgue os louros da vida é mútuo, entre otras cositas más. Pra quem já se rastejou na lama da vida desde tão cedo e depois de tantas humilhações conseguiu estar em pé, o fato de admirar o outro é uma glória. Eu quase morri, e enxergo as coisas diferentes porque hoje eu tenho sede de vida. Eu vibro a cada centímetro de vitória, cada amigo, cada palavra bela dita por alguém que parece me admirar também. E daí? Não é por isso que eu deixo de ter a consciência exata do meu tamanho inexpressivo. Para mim você é especial, como um pacote de balas sortidas. Tem sabores da minha preferência, e aqueles que eu não gosto muito e ainda assim são doces com um fundo azedo-amargo. E daí? E eu poderia fazer a lista extensa das suas qualidades sem idealizações. Sem tomar pra mim. E o mais bonito é que você voa, mas vez por outra pousa no meu ombro, nem que seja pra relembrar bons momentos. Agora, deixa eu sair de mansinho sem ranger a porta porque o cheiro do orvalho me chama e hoje não perco por nada o nascer do sol.